terça-feira, 27 de janeiro de 2009

No decorrer da aula de Português, abordámos um pouco o tema da multiracialidade devido ao comentário do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo, em que este referia a ideia de que um crente cristão não deveria criar laços matrimoniais com crentes de outras religiões (referindo-se no seu comentário a crentes muçulmanos).
Acerca deste comentário, na minha opinião racista, penso que o Cardeal Patriarca de Lisboa está a ter uma atitude incorrecta, ficando preso a preconceitos acerca de uma religião maioritária e dominante (neste caso a cristã) que não poderá criar relações amorosas com fiéis de outras religiões. Primeiro que tudo, o amor, sentido por dois seres, não deve ter barreiras preconceituosas como estas, devendo antes permitir sempre a interligação mútua entre os dois, sem fronteiras, pois o amor não escolhe cores, religiões ou outros, mas simplesmente escolhe o outro. De acordo com a minha opinião pessoal, concordo com a possibilidade de existir um amor entre diferentes pessoas de diferentes religiões, pois penso que um casal de diferentes religiões não vai mudar de crenças só porque o seu parceiro de vida pensa de maneira diferente, acerca de uma crença religiosa que tem e, portanto, penso que o amor é amar o próximo da maneira como este é e foi, não de uma maneira ideal de como se pensa que este venha a ser e, portanto, quando se ama, respeita-se as escolhas dos outros, não mudando de maneira alguma a forma e quantidade de amor que existe entre um e outro.
Apesar de não concordar com muitas maneiras existentes hoje em dia de amar, uma coisa é certa, este tipo de amor (um amor entre religiões) não tem nada que o impeça de existir. Apenas os preconceitos podem arruinar a existência deste amor. Muitas vezes também pensamos de onde surge esta quantidade significante de preconceitos e, após reflectirmos um pouco, podemos entender que surge do livro mais publicado de sempre: A Bíblia. Este é o livro da religião cristã (a religião com mais seguidores à face da terra) e o que impôs a maioria dos preconceitos existentes na sociedade de hoje em dia, embora esta sociedade actual esteja um pouco mais actualizada.
Em conclusão, penso que a existência deste amor entre diferentes religiões é sempre possível se existir de verdade e penso também que se esta existência for mesmo real e pura não existirá qualquer barreira que o possa impedir.


João Gaspar

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